HIPNOSE E SINTOMAS

Sintoma é qualquer fenômeno de caráter subjetivo provocado no organismo por uma doença, podem ser pensamentos, comportamentos ou somatizações. Todos os sintomas têm uma causa, um motivo. Se apenas o sintoma for tratado, de pouco resolve, pois as causas continuarão e poderão produzir outros sintomas ou mesmo voltar os antigos. 
Sigmund Freud, antes de criar a Psicanálise teve aulas e experiências com a hipnose, a qual teve muitas influências para o nascimento da teoria psicanalítica. Freud tentou usar a hipnose com pacientes, mas não conseguiu muitos dos resultados que esperava, resolvendo então abandonar a hipnose, dizendo que a mesma eliminava apenas os sintomas, mas não as causas, admitindo depois que não se achava um bom hipnotizador. 
Freud se tornou muito conhecido no meio médico e psicológico, por elaborar suas teorias sobre a mente humana, portanto suas palavras tinham cada vez mais influência. Com suas declarações a hipnose caiu em descrédito. Entretanto mais tarde, reelaborou seus conceitos dizendo que não sabia trabalhar com a hipnose, mas que ela poderia sim trazer bons resultados. No final de sua vida, quando agonizava com um câncer na boca, utilizou-se da hipnose para o controle da dor provocada pela doença. 
Ainda hoje, as palavras de Freud: “a hipnose apenas cura os sintomas”, ainda serve como referencia atual para muitos psicólogos que não conhecem nada sobre hipnose.
A hipnose busca as causas dos problemas para tratá-lo, usando para isso fenômenos como hipermnésia e regressão de idade. Freud usava um midelo de hipnose antigo, totalmente diferente das técnicas modernas que alcançam resultados cada vez mais rápidos, como na hipnose ericksoniana. Na hipnose moderna o indivíduo é visto como único formado por suas diferentes aprendizagens. Busca-se chegar à raiz dos problemas para que se possa eliminá-los, e é este o obj
etivo da hipnose.